sábado, 2 de julho de 2011

Vontade de agora.

















No dia trinta de Junho, precisamente
o Sol não nasceu: materializou-se no alto
às sete e cinquenta e três, junto com a névoa e com o pão
a linha tênue da ação não pertencente
fio de seda estremecendo vivo, completamente abalado
na existência do mesmo ar respirável
aparentava-me já em desmanche
meu limite ultrapassável

Pois é necessário
elevar-se em conforto
assim faz o sensato: rumo à idéia
Quando dois contrários
posicionam-se em confronto
atua ali, o caos: gera o fruto
e como o bom urso, devora-se o mel da colméia

Ainda que envolto em contradições
as dúvidas enxotam as certezas
o piso é firme
a corda é bamba
faço que vou, mas fico - e a corda alucina-se
no drible dos meus pés
sapateia o samba das minhas escolhas

Que soberba
mas ainda reluz o objetivo
deve-se amar o processo - assim grita teu verbo existir.

Um comentário:

Karoline Freitas disse...

É difícil entender suas palavras quando não se entende seus pensamentos... Eu não entendo o que eles querem dizer, não entendo a ordem deles.. Fica difícil... mas depois de uma bela explicação, fica a dúvida: O que vc é? poeta, filosofo? poxa, o quê? Acho incrível. Isso é precioso. Viu-se em poucos escritores essa arte de falar, escrever e pensar na existência de maneira tão preciosa... O cotidiano, o bem, o mal, o tudo e o nada passam pelos suas mãos e viram obras-primas. Amo tudo o que vc escreve. Perfeito.